para John

Maio 23, 2008

Ele era amargo e cinza. Mas fazia as pessoas felizes.

Eu temia por John.

Zelava pelas suas noites mal dormidas. John era forte, mas andava fraco. Seu corpo já não jazia como antigamente nas cadeiras: esbelto e cheio de compostura. Agora era um homem curvado e cabisbaixo.

John, o que as pessoas fizeram com você?

Esses dias você estava pintando um quadro bonito para mim. Picasso estava fingindo ser você quando fez umas obras milionárias por aí. Eu te admiro.

Na quarta feira passava, leste um poema que mexeu com meus batimentos cardíacos. John, eu estava enganada sobre você no inicio. Não existe mais cor que em você.